29 de março de 2018

Os Pormenores de Almada de Luís Bayó Veiga

Não há futuro sem memória!

«Caminhando pelas ruas antigas de Almada, observemos os prédios e as lojas de comércio antigas que ainda sobrevivem, com o respeito que merecem!

Transmitem-nos carácter e uma identidade própria de uma época, através das suas fachadas de azulejos, da singularidade das suas varandas e marquises, da harmonia das suas janelas e portas, das lápides evocativas, das caixas de correio, dos registos religiosos, das placas foreiras, dos números de polícia, das bandeiras de porta, dos batentes e campainhas, dos respiradouros, das placas publicitárias, etc…

Sobre este conjunto de pormenores, ameaçados a desaparecerem pela lei inexorável dos tempos modernos, registaram-se largas dezenas de imagens para memória futura, das quais se seleccionaram umas tantas, para a presente exposição.

Decerto que reconhecerá nalgumas, a sua localização, porém, para outras mais, terá agora a oportunidade de as descobrir e saber onde se situam.

Aqui fica o convite.»

Luis Bayó Veiga









11 de março de 2018

Documentário "Pormenores - Imagens d'hoje sobre Lisboa d'ontem"

14 de Março de 2018 - 14:30h
USU - Universidade Senior Unisaber

Não há futuro sem memória!

Caminhando pelas ruas das zonas mais tradicionais de Lisboa, olhemos os prédios e as lojas de comércio antigas que ainda sobrevivem, com o respeito que merecem!

Transmitem-nos carácter e uma identidade própria de uma época, através das suas fachadas de azulejos, da singularidade das suas varandas e marquises, da harmonia das suas janelas e portas, das lápides evocativas, das caixas de correio, dos registos religiosos, das placas foreiras, dos números de polícia, das bandeiras de porta, dos “entalados”, dos batentes e campainhas, dos respiradouros, das placas publicitárias, dos relógios de rua, etc…

Sobre este conjunto de pormenores, ameaçados a desaparecerem pela lei inexorável dos tempos modernos, registaram-se milhares de imagens para memória futura.

Mesmo que já conheça alguns, terá agora a oportunidade de conhecer muitos mais.

Aqui fica o convite.

Homenagem a Alexandre Castanheira

17 de Março de 2018 - 16h
Salão de Festas da Incrível Almadense

2 de março de 2018

Madalena Iglésias (1939-2018)


No passado dia 16 de Janeiro 2018, faleceu aos 78 anos de idade numa clínica em Barcelona, a popular cançonetista Madalena Iglésias.

Para muitos considerada uma das mais belas vozes de sempre, representativas da musica ligeira nacional, Madalena Iglésias de seu nome, Maria Lucília Iglésias do Vale, veio a nascer acidentalmente em Lisboa, na Freguesia de Santa Catarina, em 24 de Outubro de 1939, mas com 2 dias de idade regressou a Cacilhas, onde seus pais viviam e eram donos de um restaurante no Cais do Ginjal, e foi aqui que Madalena Iglésias, que todos tratavam por “Lucita” viveu e brincou até aos 5 anos de idade.

Com 17 anos de idade, iniciou a sua carreira artística no Centro de Preparação de Artistas, na ex-Emissora Nacional e em 1960 foi eleita Rainha da Rádio e da Televisão.

Em 1966, foi a vencedora do Festival da Canção organizado pela RTP, interpretando um dos maiores sucessos de sempre da música portuguesa: "Ele E Ela" de Carlos Canelhas.

Ao longo das décadas seguintes, participou em diversos festivais e fez múltiplas exibições em vários países, sobretudo no continente Sul-Americano, vindo a fixar-se na Venezuela, onde casou com um português e foi mãe de um casal de filhos, tendo então quase que abandonado a carreira de cançonetista profissional a partir do início da década de 1970.

Mais tarde veio a radicar-se em Barcelona, não deixando de vir com frequência a Lisboa, onde possuía uma casa e se encontrava com amigos de longa data, entre eles, António Calvário, Artur Garcia e Simone de Oliveira, sua rival na vida artística na época dos anos 60 e sua grande amiga na vida privada.

Em 2008 é publicada a sua fotobiografia "Meu nome é Madalena Iglésias", de autoria de Maria de Lourdes de Carvalho.

O Farol num artigo publicado no seu Boletim de Novembro de 2015, recorda-a nos seus tempos de infância, como “Uma Rainha que brincou no Ginjal”.

Possuidora de uma beleza singular e de uma voz ímpar, será sempre recordada por todos nós, com amor e saudade e pela alegria das suas canções, das quais nos legou vasto repertório para além de "Ele e Ela", e entre outras, "Silêncio Entre Nós", "Poema de Nós Dois", "Canção para um poeta", "Canção Que Alguém Me Cantou", "É Você, "Oração Na Neve" e "De Longe, Longe, Longe...", e muitas mais.

Até sempre Madalena!

Luis Bayó Veiga


23 de janeiro de 2018

Alexandre Castanheira (1928-2018)



Esta é daquelas notícias que gostaríamos nunca ter de dar, mas que não podemos deixar de sobre ela escrever.

Alexandre Castanheira (1928-2018) faleceu no passado dia 16 de janeiro. Figura de relevo, de importância crucial no panorama cultural almadense, deixa em todos que o admiravam uma sensação de enorme perda.

À família e amigos os nossos sentidos pêsames.

Resistente antifascista, defensor da Liberdade e da Paz, esteve preso várias vezes. Viu-se forçado a passar à clandestinidade e a exilar-se em França tendo regressado a Portugal em 1978.

Esteve sempre ao serviço das causas sindicais e do movimento associativo marcando de forma intensa a atividade cultural e educativa em Almada.

O seu papel na defesa do Poder Local Democrático foi desenvolvido enquanto autarca na Assembleia Municipal de Almada e enquanto presidente da Assembleia de Freguesia do Laranjeiro.

Um percurso que mereceu reconhecimento público com a atribuição da Medalha de Ouro de Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Almada em 1994 e da Comenda da ordem da Liberdade em 2004.

Licenciado em Histórico-Filosóficas e em Literatura Moderna foi professor na Escola Superior de Educação Jean Piaget de Almada, diretor da Associação de Ecologia Social e Urbana “Casa Humana”, formador na área da Poesia para crianças e jovens com vista à constituição de um Cancioneiro Infanto-juvenil.

Como escritor editou vários livros: do ensaio ao teatro, passando pelas crónicas e memórias, mas foi com a poesia que se destacou. Declamador exímio conseguia facilmente contagiar pelo sorriso aberto e franco e pela empatia que a sua postura despertava em quantos o ouviam.

Desde sempre se interessou pela divulgação da poesia fazendo recitais em escolas e coletividades em Almada, mas também por todo o país. Participava ativamente nas atividades da associação informal Poetas Almadenses e raramente faltava aos encontros mensais de Poesia Vadia.

“O Farol” recorda a amizade e solidariedade que sempre recebeu de Alexandre Castanheira que muitas vezes nos lembrava a sua vida familiar em Cacilhas e os amigos da Rua Cândido dos Reis e da Parry & Son.

Almada ficou mais pobre com a sua partida, mas ficam as suas palavras para nos acompanhar naquela que é a sua faceta mais romântica:



Nada e tudo

Parti numa hora de loucura
e agora longe de ti
vivo arrastado
o desejo da ausente
que vislumbro
e sinto no fundo de mim
presente
resultado do silêncio
disseminado em ondas de calor
inundando este vazio pleno


Entre o nada e o tudo
o que me falta e o que contenho
e o que pressinto de ti
a cada momento te amo
mais e mais e mais
e mais repito ainda
que te direi uma vez mais
como te amo


A sombra deste sol abrasador
fermenta o nosso amor
num cosmos azul profundo
onde te direi
envolta em nuvens de prazer
e felicidade
no momento extraordinariamente preciso
de te apertar enfeitiçado
e magnético
nos braços ávidos de carícias

COMO TE AMO.

22 de novembro de 2017

Lançamento do livro de Edite Condeixa

"ROMEU CORREIA - ANTOLOGIA TEMÁTICA E ABORDAGEM À SUA OBRA LITERÁRIA"

27 de Novembro de 2017

Sala Pablo Neruda, Fórum Romeu Correia